Parece reprise de filme mexicano. No ano passado, quando o Bahia vendeu o ingresso da suposta inauguração de Pituaçu, com o preço chegando aos R$ 30, a Sudesb deu um puxão de orelha e afirmou que o estádio não estaria pronto para o clássico. Desta vez, Pituaçu está confirmado e o preço pode ser o mesmo da primeira estreia frustrada. A diferença será que, ao invés do adversário ser o poderoso Corinthians, a partida será contra o modesto Ipitanga. O presidente do tricolor, Marcelo Guimarães Filho, ainda não definiu o valor, mas dá uma pista quando perguntado se o valor será o mesmo do vendido contra o Corinthians. “Pode ser. É provável, sim. Mas esta decisão será feita depois de uma reunião com toda diretoria. Precisamos tirar este prejuízo com a redução da capacidade”, disse Marcelinho. Se a capacidade total do estádio fosse mantida, com 32.400, e todos comprassem os ingressos a R$ 10, o Bahia faturaria R$ 324 mil. Diferente do mesmo valor com a capacidade reduzida, onde o bolso tricolor receberia apenas R$ 160 mil. Já com o preço a R$ 30, os 16 mil torcedores pagando este valor, daria ao clube R$ 480 mil. Ou seja: seria mais vantajoso que lotação máxima. Daria também para pagar a folha salarial do elenco. Mas, claro, nesta conta não está o ingresso de meia, por R$ 15 reais, além dos descontos com o aluguel do estádio. A diretoria também tenta outras medidas para não necessitar aumentar o valor tanto assim. Uma das medidas seria aproveitar os terrenos ao redor de Pituaçu, evitando travessia de torcedores na Paralela. “Estamos procurando os proprietários dos terrenos. Por isso a demora para solucionar esta questão”, disse o presidente. O primeiro jogo do Bahia em casa, contra o Madre de Deus, que foi vetado para ser em Pituaçu, pode ser transferido do dia 21 para outra data. Tudo vai depender da decisão da Federação Bahiana de Futebol, que define nesta terça-feira, 13, todos os detalhes da primeira e segunda rodadas.
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