A cada gol de Marquinhos, euforia. Um passe de Willans rende elogios e o corte do zagueiro Anderson Martins gera aplausos e aumenta a confiança da torcida rubro-negra, que enche mais o estádio, feliz pela melhor campanha no Brasileiro. A fase valoriza clube, comissão técnica e atletas mas, exatamente por isso, aumenta o risco de, no jogo seguinte, o torcedor não ver mais o futuro craque vestindo as cores amadas. O mercado funciona assim e, como o Brasil exporta matéria-prima na indústria da bola, o êxodo se acentua em agosto, com a abertura da janela de transferências na Europa.
Janelas abertas, mas portas fechadas, promete a diretoria do Vitória, pelo menos até o final da atual temporada. Evita repetir o erro do líder Flamengo, que se desfez do meia Renato Augusto e do atacante Marcinho (então artilheiro da competição) e desde então, conquistou só um ponto de nove disputados.
E muda política de gestão anterior, que negociou o então jovem meia Ramon Menezes ao Bayer Leverkusen durante o Estadual de 1995 e o atacante Nadson ao coreano Suwon em meio ao Brasileiro de 2003.
Ontem, o presidente Jorge Sampaio almoçou com representantes da Traffic, empresa interessada em comprar percentual dos direitos econômicos do trio da divisão base titular com Vágner Mancini e também de Bida e do zagueiro Victor Ramos, 19 anos e ainda fora dos holofotes. A empresa tenta negociar valores dos garotos desde maio. “Aumentaram um pouco a proposta, mas ainda está muito longe do que queremos. Não vai fechar”, afirma Sampaio.
Pela proposta da Traffic, os garotos continuariam no Vitória. Mais forte financeiramente do que os clubes brasileiros, a vantagem da empresa é poder rejeitar propostas sedutoras para o Leão e, assim, manter o percentual que comprar dos jogadores para, no futuro, lucrar com uma negociação mais valorizada, no estrangeiro. De olho na valorização, a diretoria do Vitória corre para resguardar o talento da rapaziada. O procurador do meia Willans já foi chamado para prorrogar o final do contrato de dezembro de 2010 para o final de 2012.
O aumento da duração do vínculo e o reajuste salarial incrementam o valor da multa rescisória do atleta, o que é vantajoso para o clube.
Por sorte do Vitória, ninguém atentou para o futebol de Willans no ano passado, quando foi emprestado para a disputa da Série C. “Antes de ir para o Atlético de Alagoinhas ele recebia R$600 (por mês). Depois foi aumentando”, conta o procurador do jogador de 20 anos. Marquinhos também está na fila para renovar o contrato para continuar fazendo seus gols pelo Vitória.
Fonte: correiodabahia.com.br
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