
A Justiça baiana exigiu do Bahia explicações sobre o envolvimento do clube com o Opportunity, de Daniel Dantas, empresário acusado de crimes praticados na área financeira. O Tricolor foi patrocinado pelo banco no fim da década de 90, e suspeitas de que o clube foi usado para lavagem de dinheiro foram levantadas. O Bahia foi umas das primeiras experiências de transformar o departamento de futebol do clube em sociedade anônima. Em 1998, o Opportunity adquiriu 51% das ações, mas sem muito sucesso. O Tricolor foi parar na Série C, e em 2006 as partes decidiram pelo distrato: "Esse foi um importante passo para o futuro do Bahia, que agora é soberano em suas decisões e pode caminhar com suas próprias pernas", disse o presidente Petrônio Barradas na época. No ano seguinte o clube conseguiu voltar à Série B.A exigência de explicações desta semana é apenas parte do resultado de um processo movido pelo conselheiro do clube Jorge Pires. O juiz substituto da 4ª Vara Cível, Manuel Bahia, deu sentença favorável à ação movida pelo empresário em julho do ano passado. O presidente Petrônio Barradas terá que prestar contas do Bahia nas temporadas 2005 e 2006 em 48 horas - contando a partir do momento em que ele for notificado oficialmente. Segundo o Correio da Bahia, depois do prazo estabelecido pela Justiça, Pires admite pedir intervenção no clube, com o objetivo de destituir o presidente, seu conselho e estabelecer uma junta provisória. O departamento jurídico do Bahia já corre contra o tempo para recorrer. E acredita que terá sucesso na ação. - Não acho necessário um grande esforço de entendimento. O próprio juiz cita na declaração. As contas foram aprovadas no Conselho Fiscal e submetidas à Assembléia Geral, segundo trâmite do estatuto social do clube - argumenta a advogada Tâmara Medina, em entrevista ao Correio da Bahia. A reportagem do GLOBOESPORTE.COM tentou entrar em contato com Petrônio Barradas para falar sobre o caso, mas as ligações não foram atendidas.
Entenda o caso Daniel Dantas
Segundo investigação da Polícia Federal - chamada de Operação Satiagraha -, empresas do grupo do banqueiro Daniel Dantas teriam sido as principais depositantes nas contas de Marcos Valério em um esquema de lavagem de dinheiro, corrupção e desvio de verbas públicas, além de administrar fundos e empresas em paraísos fiscais. Clique aqui e saiba mais detalhes.
Fonte: globo.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário