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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Para Bobô, Bahia jogar Série B é o mesmo que estar rebaixado


Há 20 anos, o Bahia conquistava o seu primeiro e único título do Campeonato Brasileiro, referente ao ano de 1988 - na época, chamado de Copa União. Isso porque os jogos finais contra o Internacional foram realizados apenas em 1989. No próximo dia 13 de dezembro, uma reedição da decisão vai acontecer no estádio Pituaçu, onde, atualmente, o Tricolor comanda seus jogos na Série B. Divisão, aliás, que o maior ídolo da história do clube, Bobô, rejeita de forma veemente.

Nesta quarta-feira, um dia antes do ex-atacante completar 47 anos, o GLOBOESPORTE.COM apresenta uma entrevista com o maior nome da campanha do Bahia naquele Brasileirão. Hoje funcionário público, mas ainda ligado ao futebol, Bobô critica, com argumentos, a atual posição em que o clube pelo qual se destacou se encontra. Para isso, ele cita o exemplo do Sport.

- O Bahia está rebaixado. Nosso lugar não é na Segunda Divisão, não estamos satisfeitos com essa realidade. Isso é questão de trabalho, de planejamento, mas também um fator econômico. Talvez esse seja o grande empecilho de crescimento dos times nordestinos. O próprio Sport fez uma grande campanha na Copa do Brasil e na Libertadores. Mas, para chegar lá, precisou de investimento alto, folha alta e está pagando o preço por isso. Os clubes precisam trabalhar, primeiro, o lado profissional. Estamos muito longe do que se trabalha no Sul e Sudeste do Brasil. A gente vê exemplos do Inter, do São Paulo, do próprio Vasco, com coisas que não vemos aqui – opinou.

No último sábado, o Bahia garantiu de vez sua permanência na Série B, espantando qualquer risco de queda para a Terceira Divisão - algo que, para Bobô, "não deve ser comemorado", já que o clube "é muito grande para isso". Jogando em Pituaçu, o Tricolor derrotou o Guarani, por 2 a 0, gols de Nadson e Nem. Com o resultado, o time paulista foi quem fez o que o ex-atacante tanto deseja para o Bahia - retornou à Série A.

Atualmente, Bobô ocupa o cargo de diretor geral da Superintendência de Desportos da Bahia (Sudesb). Interessado pela nova carreira, o baiano de Senhor do Bonfim, cidade do interior do Estado, há 374 km de Salvador, aposta no trabalho forte para a conquista de resultados.


- É um desafio, mas tem sido muito proveitoso. É um órgão que tem como objetivo fomentar o esporte. Temos criado políticas desse tipo de incentivo, que não havia na Bahia. E é no esporte como um todo, não só no futebol – ressaltou.

Fonte: globo.com.br

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