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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

"Não vou porque não quero"

O principal ingrediente de motivação para o primeiro clássico de 2009 não estará presente, fisicamente, no Barradão. Porém, o seu nome será um dos mais comentados. Ex-presidente do Vitória, Paulo Carneiro representa a modernização do rubro-negro, mas também a queda do clube à Terceira Divisão do Brasileiro.
Agora como diretor de Futebol do rival Bahia, ele prefere se resguardar. “Não vou porque não quero. Tenho uma história no Vitória e, lá, os ânimos podem se exaltar. Prefiro evitar confusão”, justificou. Estaria Carneiro preocupado com a reação da torcida do Leão? “Nunca, não tenho medo de nada”, rebateu.
Apesar de estar satisfeito com o rendimento do time, ele não tem dúvidas em apontar quem tem mais chance de vencer o duelo. “Os favoritos são eles, que jogam em casa, estão na Primeira Divisão e têm um time mais estruturado”, avaliou o cartola.
Voto vencido na decisão de evitar o encontro entre as torcidas no Ba-Vi, Carneiro explica o porquê da ideia: “Realmente, o espetáculo fica mais bonito com as duas torcidas, mas é preciso evitar o encontro. Eu acho que a violência tem que acabar. Vocês criticam tanto a violência. A imprensa será responsável por tudo o que acontecer no domingo”. O dirigente comemora a aprovação da torcida ao trabalho que está sendo feito pela nova cúpula tricolor, mas garante que não é vaidoso. “Tudo está acontecendo como o planejado, mas ainda tem muita coisa pela frente”. A única bronca do torcedor é com a falta de competência dos centroavantes contratados, enquanto Marcelo Ramos já soma oito gols pelo Santa Cruz. Ele recusa-se a falar sobre o assunto e diz que confia em Reinaldo. Nas duas festas com goleada do Bahia, em Pituaçu, quem viu Paulo Carneiro assistindo à partida garante que em nenhum momento ele demonstrou alegria ou vibrou com o desempenho da equipe. “Nem quando comandava o Vitória eu comemorava gol. Sempre fui tranquilo”.

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